Perda auditiva induzida por ruído

A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é caracterizada pela diminuição da audição decorrente da exposição ininterrupta ao ruído no exercício do trabalho, e tem como característica ser gradual e que não pode ser revertido.

Só o ruído causa a perda auditiva?

O ruído não é o único causador da perda auditiva, no entanto, pode estar relacionada aos agentes químicos, biológicos e outros agentes físicos, que vamos explicar abaixo:

1 – Agentes químicos:  são os solventes (tolueno, dissulfeto de carbono), fumos metálicos, gases asfixiantes (monóxido de carbono), etc.;

2 – Agentes físicos: radiações, vibração e o calor;

3 – Agentes biológicos: vírus, bactérias, etc.

E ainda podemos citar diversos fatores metabólicos, medicamentosos e fatores genéticos que levam a perda auditiva, ou que podem estar associados a perda auditiva.

Sintomas da Perda Auditiva?

A perda auditiva pode vir acompanhada de tinidos, zumbidos, cefaleia, tontura, dificuldade de escutar o barulho do relógio ou a voz dos familiares e a surdez completa.

Podendo ainda o trabalhador apresentar alterações psiquiátricas, problemas digestivos entre outros.

Controle e a monitorização da audição dos funcionários?

O primeiro passo e pedir para o médico do trabalho visite e analise os riscos presentes no ambiente de trabalho e monte um programa de saúde (PCMSO) para prevenção das doenças ocupacionais e não ocupacionais dos funcionários da empresa.

Ao identificar a presença do risco ruído na empresa, o médico do trabalho solicitará que os empregados façam alguns exames clínicos e complementares para controle, monitorização e diagnóstico das diversas doenças. E um dos exames mais importantes é a audiometria, que será realizado pelo fonoaudiólogo.

Qual nível de ruído pode causar a PAIR?

Diversos estudos sobre a perda auditiva, estipularam como regra geral numa jornada de oito horas de trabalho, a exposição ao ruído contínuo de 85 decibéis.

No caso do ruído de impacto, que geralmente tem duração menor que 1 segundo, o limite é de 120 decibéis, de forma pontual.

Isso quer dizer que o trabalhador poderá ficar exposto a até 85 decibéis durante as 8 horas da jornada de trabalho, que não haverá a perda auditiva.

Ruído e a insalubridade

A Norma Regulamentadora de número 15 (NR-15) regula as atividades e operações insalubres, determinando que trabalhadores expostos a determinado nível de ruído por determinado tempo de exposição, receberão ou não o adicional de insalubridade.

Como identificar a insalubridade?

Para a identificação de atividade insalubre na empresa ou ausência de insalubridade, é necessário a elaboração de um laudo de insalubridade preparado exclusivamente pelo engenheiro do trabalho ou médico do trabalho devidamente habilitado.

Para a elaboração do laudo, será necessário medir o nível de ruído na jornada de trabalho dos empregados em cada setor da empresa, processo que recebe o nome de dosimetria de ruído, além de analisar todos os equipamentos de proteção individual (EPI) e equipamentos de proteção coletiva (EPC) existentes no ambiente da empresa, para entender a qual nível de ruído os empregados estão sujeitos.

Formas de Prevenção

Toda prevenção é feita através de uma análise do engenheiro do trabalho e do médico do trabalho, que atuarão na melhoria das condições dos ambientes de trabalho e da saúde dos funcionários expostos.

A eliminação ou a redução do ruído é importante na prevenção da perda auditiva e de outras doenças.

Uma forma de se evitar qualquer transtorno, já na fase inicial do projeto de instalação da empresa, fazer um projeto pensando em sanar todos os ruídos.

Medidas para evitar exposição ao ruídos

Para melhor a qualidade de vida dos trabalhadores, algumas medidas podem ser adotadas para diminuir a exposição ao ruído como:

  • Informar ao funcionário sobre as formas da perda auditiva e das formas de prevenção da progressão de quadros existentes;
  • Orientação quanto a importância do uso do EPI;
  • Informação sobre o quadro inicial da perda auditiva;
  • Informar aos familiares acerca das características da doença;
  • Se o trabalhador já possui um grau de perda auditiva, deverá ser encaminhado para uma avaliação médica para a indicação de aparelho auditivo.

Além disso, o médico do trabalho da empresa, também deverá desenvolver um programa de conservação auditiva (PCA).

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